quarta-feira, maio 24, 2006

Cuba Livre (como nós)

Corre lesta a memória ao sabor do piano afinado. Esbafurida a lembrança acompanha os serões de outros tempos em que o som clássico se sobrepunha à vontade de presente e à futilidade dos caprichos momentâneos.

Uma “chucrute” em Munique, uma francesinha especial no Porto, um cus cus em Marraquexe e uma bifana na tasca, na festa da Madalena, envolto em plásticos de cor negra.

Ontem ou antes…

A memória confunde os factos e guerreia a atribuição de atributos. A vida corre-nos nas veias e, fora delas, para longe de nós.

O tempo passa!

Quem se lembra de ter reunido no núcleo do PS da Madalena. Quem se lembra do último dia em que, tal ceia envenenada, as eleições aconteceram.

Todo o mundo sofre!

As fortes cólicas abdominais pululam no concelho.

Pior!

Limparam os rechonchudos traseiros aos estatutos!

A música continua suave para os ouvidos dos puros. Oiço ao longe o grito do idiota:

- Puros? Pois que viva Fidel!

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